Os percentuais de referência usados aqui
Este planejador usa uma distribuição adaptada à realidade brasileira, combinando a orientação de planejadores financeiros com os dados reais de consumo das famílias (Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE):
Moradia — até 30%. Inclui aluguel ou prestação, condomínio e IPTU. Este é o limite mais citado por planejadores financeiros e pelo Banco Central. Acima disso, sobra pouco para o resto.
Alimentação — cerca de 15%. Mercado e refeições. Famílias de renda menor naturalmente gastam proporção maior, o que é esperado.
Transporte — cerca de 12%. Combustível, transporte público, aplicativo, manutenção. Se você tem financiamento de veículo, planejadores recomendam que a parcela não passe de 15% da renda sozinha.
Saúde — cerca de 8%. Plano de saúde, medicamentos, consultas.
Educação — cerca de 5%. Escola, faculdade, cursos.
Lazer e pessoal — cerca de 10%. Restaurante, streaming, roupas, hobbies. É o que torna o plano sustentável — orçamento sem lazer não dura.
Investimento — cerca de 20%. Reserva de emergência primeiro, depois objetivos de longo prazo.
Por que esses números não são uma regra rígida
Quem ganha menos gasta proporção maior com o essencial — é aritmética, não falta de disciplina. Alguém com renda de R$ 2.000 dificilmente investirá 20%. Use estes percentuais como direção, não como cobrança: o valor está em ver onde o seu orçamento mais se distancia do equilíbrio, e ajustar o que for possível.
Como a projeção funciona
A projeção assume que você investe mensalmente a diferença entre o que gasta hoje e o que gastaria seguindo o plano, com rendimento composto. Não considera inflação nem aumento de renda — é uma estimativa conservadora em valores de hoje.